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Destino - Saraiva
| 23 Maio 2010
Educação
Meninos prodígios
A história de um grupo de jovens com talento fora do comum
para a matemática mostra como o estímulo precoce produz
resultados extraordinários
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Roberta de Abreu Lima
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Trajetória-relâmpago Ricardo, Renan e Alex (da esq. para a dir.): direto da escola para o mestrado |
A biografia dos estudantes que aparecem na foto acima contém um fato raríssimo que os faz destoar completamente da média: eles alcançaram o feito de saltar do ensino médio direto para a pós-graduação em matemática – sem jamais ter pisado numa faculdade. O grupo pertence ao Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro, um dos melhores centros de pesquisa do mundo na área, de acordo com os rankings internacionais. Pois até mesmo ali, um celeiro de cérebros, a precocidade do trio chama atenção. Aos 18 anos, o catarinense Renan Finder já cursa o mestrado em matemática pura e cultiva o hábito de gravar na memória os problemas que, só por diversão, soluciona mentalmente nas horas vagas. O estudante resume o pensamento comum ao grupo dos prodígios: "Desde que me entendo por gente, penso o mundo como um matemático". Recrutados pelo Impa em olimpíadas dedicadas à disciplina, nas quais colecionaram medalhas, esses estudantes compõem um caso emblemático de como rastrear e lapidar talentos bem cedo pode trazer resultados excepcionais. Com todos os estímulos necessários, eles não apenas potencializaram suas aptidões como se conectaram a alguns dos melhores polos de pesquisa do mundo – algo decisivo para sua carreira. Avalia o doutor em matemática Seme Gebara: "Cultivar o talento dos jovens é crucial para o desenvolvimento de qualquer país – mas trata-se ainda de uma exceção no Brasil".


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